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IL pede maturidade e alerta para PS "mais perigoso" com maioria absoluta



 

Em entrevista a agência Lusa a pouco mais de duas semanas da convenção eletiva do partido, o também deputado único liberal considera que não foi a geringonça, criada em 2015, a maior alteração estrutural do espetro partidário português, mas sim o que aconteceu em 2019, com o aparecimento de novos partidos, que acaba por fazer à direita aquilo que já tinha sido feito à esquerda.

Portanto, maturidade exige-se. Exige-se maturidade aos responsáveis políticos, exige-se maturidade ao eleitorado que vai responder a perguntas mais difíceis do que aquelas que respondia no passado. Não é só escolher um ou outro, considera.

Dar sinais de maturidade sim, mas não de cinzentismo ou de prudência, pede Cotrim Figueiredo, defendendo que a democracia portuguesa tem de ser capaz de enfrentar problemas novos, com geometrias partidárias novas e saber encontrar confluência, capacidade de negociar e de comprometer entre forças políticas.

Uma democracia menos madura, mais populista vota em pessoas, uma democracia mais madura vota em ideias, compara.

Ideias e visão estratégia é algo que, segundo o presidente liberal, falta ao PS, o que o conduziu a forçar uma crise em relação ao Orçamento do Estado para 2022, admitindo que ainda hoje não sabe se isto não foi essencialmente propositado.

Vai-se para eleições antecipadas em que o PS envergonhadamente pede uma maioria estável e reforçada. Pede uma maioria absoluta e eu apelo aos portugueses para que tenham uma noção de que se o PS já tentou a hegemonia do Estado que tentou com uma maioria relativa, imaginem o que faria com uma maioria absoluta, avisa.

Cotrim Figueiredo pede aos portugueses que não caiam nos cantos de sereia do primeiro-ministro, António Costa, cuja letra da cantiga diz: somos confiáveis, há muitos pesos e contrapesos nas instituições portuguesas.

O PS é muito perigoso sem maioria absoluta, é ainda mais perigoso com maioria absoluta do ponto de vista do controlo do aparelho de Estado, alerta.

Rejeitando comparações com a maioria absoluta de José Sócrates -- a Iniciativa Liberal compara pouco pessoas, garante -, o deputado enfatiza que qualquer maioria absoluta tem uma tentação tremenda de deixar de dialogar, mas esse nem é o ponto principal porque o papel de uma oposição é tornar-se de tal forma audível que obriga que haja conversa mesmo que não haja negociação.

Com uma maioria relativa o PS conseguiu alterar a forma de nomeação das CCDR, conseguiu colocar pessoas da sua confiança em coisas tão importantes como o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, conseguiu não remodelar governos quando isso era evidentemente necessário quer no caso da ministra da Justiça quer no caso do ministro Administração Interna, conseguiu fazer orelhas moucas a essas situações mais ou menos óbvias. Imaginem com maioria absoluta o grau de insensibilidade que o PS poderá demonstrar, exemplifica.

A Iniciativa Liberal vai realizar a VI Convenção Nacional da Iniciativa Liberal, na qual será eleita a comissão executiva, nos dias 11 e 12 de dezembro, em Lisboa, e até ao momento João Cotrim de Figueiredo é o único candidato.

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