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Sindicato cita falta de informações sobre PDV da Honda e diz que medida disfarça demissão em massa




Montadora está transferindo parte dos funcionários para Itirapina e propôs plano de demissão voluntária. Entidade lamenta falta de meta de adesão, além de estabilidade aos que não forem aprovados. Linha de produção da Honda, em Sumaré, SP Caio Mattos/Divulgação Honda O programa de demissões voluntárias (PDV) iniciado nesta quinta-feira (14) pela montadora Honda na planta de Sumaré (SP) foi definido pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Região de Campinas como uma demissão em massa fantasiada de PDV. O presidente da entidade, Sidalino Orsi Júnior, afirma que a falta de uma meta de adesão ao PDV, assim como a inexistência da estabilidade aos trabalhadores que manifestarem interesse no programa, mas ficarem de fora por decisão da empresa, vai expor estes funcionários. Ela [Honda] fez um pacote até o dia 29, porém ela vai fazer uma avaliação e só em janeiro vai demitir os trabalhadores. (...) Ela vai usar o PDV para demitir aqueles que ela quer e reduzir a questão salarial, argumentou o presidente do sindicato. A montadora está reestruturando as atividades e iniciou o programa para funcionários Sumaré que estão entre as equipes que serão, ou que já foram há mais de um ano, transferidas para a planta de Itirapina (SP), distante cerca de 100 km da região de Campinas. O plano deve ser concluído em 29 de outubro; confira os detalhes abaixo. A multinacional de origem japonesa confirmou ao g1 que a mudança da estrutura para Itirapina envolve somente a produção de automóveis, e começou a ser feita em 2019. A conclusão da transferência está prevista para dezembro deste ano e cerca de 1 mil colaboradores já efetivaram essa transição. Segundo o sindicato, no entanto, cerca de 200 funcionários da planta de Sumaré foram demitidos desde o começo, e houve corte de benefícios. Fábrica da Honda Itirapina (SP) Gabrielle Chagas/G1 A empresa alega para o sindicato que o motivo do PDV é que entende que alguns trabalhadores que foram para Itirapina querem voltar e outros que não querem ir. (...) Para nós isso não procede. Cerca de 30 dias atrás ela fez uma pesquisa para saber o grau de satisfação dos trabalhadores em Sumaré, e a insatisfação foi alta. O g1 questionou a montadora sobre as afirmações do sindicato. A Honda informou que não comenta e reforça que o objetivo do programa é oferecer condições para uma transição segura àqueles que contribuíram com a empresa ao longo de suas carreiras, levando em consideração que existem colaboradores que estão enfrentando dificuldades para a transferência ou não se adaptaram à região de Itirapina e desejam retornar à região de origem. Segundo a companhia, o PDV reflete os impactos da pandemia da Covid-19 em toda a cadeia da indústria automotiva. No início deste ano, a Honda foi a 8ª montadora no Brasil a paralisar a produção. A última etapa do plano de transferência ocorre em um novo cenário, em que a indústria automotiva vem sendo impactada pela pandemia de covid-19. A desvalorização do real, a inflação de matérias-primas e a crise no abastecimento de componentes reduziram os volumes de produção nos anos de 2020 e 2021, criando ociosidade em toda a indústria, e o cenário futuro ainda apresenta incertezas, explicou em nota. Agora, planeja aumentar a competitividade e a sustentabilidade das suas operações a longo prazo, e informou que realiza o plano de demissões por conta de dificuldades enfrentadas por alguns funcionários envolvidos com a mudança de cidade. Estamos concluindo a transferência da produção de Sumaré para Itirapina e existem colaboradores que estão enfrentando dificuldades para a transferência ou não se adaptaram à região de Itirapina e desejam retornar à região de origem, informou. Entenda o PDV da Honda A adesão do colaborador ao plano precisa ser autorizada pela empresa. São elegíveis nesse processo os trabalhadores também da área produtiva de Itirapina que entraram naquela unidade até setembro de 2020. Não foi estipulada uma meta de adesão. Entenda como o PDV funciona: O PDV garante o pagamento das verbas rescisórias legais: liberação para o saque do saldo do FGTS, multa de 40% do FGTS para fins rescisórios, aviso prévio indenizado, 13° salário proporcional, dias trabalhados do mês corrente e férias vencidas e/ou proporcionais. Inclui 12 salários nominais, sendo nove salários nominais fixos, mais três salários nominais mediante ao atendimento do cumprimento dos critérios de segurança, qualidade e produção. Pagamento do valor referente a 12 meses de plano de saúde para o titular e atuais dependentes. Garantia do cartão vale-alimentação no valor de R$ 250 ao mês por seis meses. Três meses de orientação profissional assistida. Não podem se candidatar ao PDV: colaboradores afastados, com estabilidade legal, expatriados, supervisores e acima, estagiários, colaboradores transferidos para a planta de Itirapina nos últimos 12 meses, temporários e menores aprendizes. Como fica a planta de Sumaré A planta de Sumaré não será extinta. Segundo a Honda, seguirá com produção do conjunto motor, incluindo fundição e usinagem, injeção plástica, ferramentaria, engenharia de qualidade, planejamento industrial, Pamp;D, áreas administrativas da Honda South America, Centro de Treinamento Técnico e Divisão de Peças. Atualmente, 2 mil colaboradores atuam na unidade da fábrica em Sumaré. A unidade de Sumaré se consolida como centro de produção de motores e componentes, desenvolvimento de automóveis, estratégia e gestão dos negócios do grupo Honda, disse a companhia. A multinacional japonesa está no Brasil há 50 anos, sendo 24 deles atuantes na fabricação de automóveis. A empresa reforça que as mudanças fazem parte de sua constante evolução, com o objetivo de entregar produtos e serviços da mais alta qualidade para seus clientes e garantir a sustentabilidade de seus negócios, informou em nota. Linha de produção da Honda, em Sumaré, SP Caio Mattos/Divulgação Honda VÍDEOS: veja o que é destaque na região de Campinas Veja mais notícias da região no g1 Campinas

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