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Na pandemia, professora indgena improvisa sala de aula em casa e faz planto tira-dvidas para alunos em aldeia no AC


A indgena da etnia Puyanawa Maria de Ftima Rosa, de 42 anos, fala sobre desafios de educar durante a pandemia em uma aldeia, amor pela profisso e orgulho de ter conseguido vencer na vida. Professora indgena monta sala de aula em casa e faz planto tira-dvidas para alunos em aldeia no AC Arquivo pessoal A educao transforma vidas. Essa frase representa bem a histria de vida da professora indgena Maria de Ftima Rosa, de 42 anos, chamada em sua lngua nativa de Aw? peykba, que significa mulher alegre. A educadora, que est se formando em pedagogia, nasceu e se criou na aldeia Baro, que fica no municpio acreano de Mncio Lima, que faz fronteira com o Peru. No local h pelo menos 660 indgenas da etnia Puyanawa, de acordo com o ltimo levantamento feito em 2018 pela Comisso Pr-ndio Acre. Apaixonada pela profisso, no Dia dos Professores, Maria diz que quem merece ser homenageada no ela, mas sim, seus alunos, que ela tanto se dedica e ama. E foi pensando neles que ela, para evitar a evaso escolar durante a pandemia, teve a ideia de montar uma sala de aula alternativa dentro da prpria casa para atender individualmente e seguindo todas as regras as regras sanitrias os alunos. Os desafios para os professores no Brasil no so poucos, a veio a pandemia. Primeiro eu tive que aprender a usar celular, que eu no tinha, comprei um e depois veio o acesso internet. Mas, mesmo assim, a gente trabalha tambm com atividades impressas, manuscritas e ficamos de forma remota. Tive a ideia de fazer plantes tira-dvidas. Montei uma sala de aula na minha casa para dar aulas individuais de reforo para ajud-los e deu muito certo. Ftima diz que aulas domiciliares ajudaram alunos Arquivo pessoal Ela fala que foi dessa forma, com aulas na prpria casa, remotas e tambm indo dar aulas na casa dos alunos que ela conseguiu fechar o ano letivo de 2020 sem prejuzos. Com a chegada da pandemia a gente trabalhou muito de forma remota mas, como nem todos tm acesso s ferramentas digitais, no caso celular e notebook, eu, como trabalho com a turma de alfabetizao do 4 ano, fazia a entrega das atividades de casa em casa e assessorava com os plantes pedaggicos domiciliares, na escola e tambm na minha casa e deu muito certo. Nossa escola, mesmo sendo indgena, tem todas as ferramentas que os alunos precisam, acrescenta. Planto pedaggico tira-dvidas na escola Arquivo pessoal Maria atua na escola ?x?by Rabu? Puyanawa h 10 anos e diz que comeou ensinando turmas de alfabetizao. Atualmente, ela trabalha com alunos do 4 ano e ministra todas as disciplinas. As aulas ainda esto sendo ministradas remotamente e o retorno presencial, segundo ela, est marcado para o dia 18 de outubro. Aw? conta que resolveu atender individualmente os alunos, pois se preocupou com a qualidade do ensino e no queria que eles perdessem o ano por falta de apoio pedaggico. Diante de toda a situao que a gente vivenciou em 2020 e ainda vive em 2021, no foram tempos fceis para ningum e isso repercutiu em todas as reas das nossas vidas, desde o psicolgico, at a profissional. A gente estava adaptado com a vida normal e os alunos com a interao, ento, todos sofreram. Eu vi que precisava fazer algo fiz e continuo fazendo. Sou muito f da educao, a educao transforma vidas e pessoas. Todas as outras profisses comeam pela escola, pela educao. esquerda, a professora entraga as atividades para a aluna do quarto ano e direita, aluna entrega das atividades escolares para a professora Arquivo pessoal Alunos so como filhos Maria diz que seus alunos so como os filhos que ela ainda no teve e que no mede esforos para que eles aprendam e saiam da sala de aula com o conhecimento que precisam para conseguir realizar os sonhos de serem quem eles quiserem. Amo a minha profisso, apesar de no ser me, tenho um carinho de me por todos os alunos. Hoje tenho alunos que j se formaram, cresceram e tm sua prpria famlia e tenho muita admirao e respeito por eles, fala. LEIA MAIS Aos 32 anos, indgena do povo Puyanawa, no Acre, ganha bolsa para cursar doutorado nos EUA: Sonho Com sonho de entrar na faculdade, indgenas saem do interior do AC para se preparar em pr-Enem na Ufac Ftima diz que tem orgulho de ser Puyanawa Arquivo pessoal Orgulho de ser Puyanawa A professora diz que tem muito orgulho e ser indgena e, principalmente de ser da etnia Puyanawa. Ela fala que os indgenas esto cada vez mais conquistando espaos importantes na sociedade. um privilgio ser Puyanawa e ser docente dentro da minha prpria comunidade. Os ndios hoje tambm so fonte de pesquisa e muito orgulho. Com muito entusiasmo hoje os indgenas podem dizer tambm que esto sendo valorizados. Nos deparamos com vrios preconceitos e isso ainda acontece at hoje, mas, como professora indgena, eu digo que somos capacitados para viver em sociedade e podemos ser o que a gente quiser, basta sonhar e realizar, acrescenta. At conseguir ser professora, Maria conta que sua vida no foi fcil. Filha de pais separados, ela diz que teve que sair da aldeia para conseguir um futuro melhor, pois na aldeia na poca no tinha todas as sries para que ela terminasse os estudos. Fui criada pela minha minha av como se fosse filha, tive que lutar pela minha prpria sobrevivncia, sa da comunidade para estudar. Morei dois anos em Cruzeiro do Sul trabalhando como domstica, depois fui para Rio Branco e trabalhei mais quatro anos tambm como domstica. Quando conclui o ensino mdio tive o meu primeiro emprego de carteira assinada como balconista, trabalhei cinco anos como vendedora e depois voltei para a aldeia, casei, mas, infelizmente, meu marido faleceu. Meu irmo me inspira O amor pelos livros est no sangue. Maria irm do indgena Jsimo da Costa Constant, de 32 anos, que ganhou uma bolsa de estudos integral para cursar doutorado em cincias polticas nos EUA. Orgulhosa, ela no poupa elogios para falar do irmo. Sou grande f do meu irmo Jsimo que est concluindo seu doutorado e j adquiriu uma bolsa para estudar nos EUA. Isso a prova de que quando a gente quer a gente consegue. Esses exemplos fortalecem o nosso povo, a nossa cultura, a nossa sociedade. Ela deixa ainda um recado para quem ainda tem dvidas de que tudo comea com o sonho e que as pessoas em geral devem confiar em si e acreditar que tudo possvel. Quero dizer para todos os indgenas e para todas as pessoas que vale a pena sonhar, que vale a pena a gente enfrentar os preconceitos, que vale a pena a gente buscar aquilo que de melhor. Se eu no tivesse ido buscar o conhecimento talvez eu no tivesse essa viso de mundo que tenho hoje. Estudem, o futuro comea pela educao, finaliza. Professora Ftima durante aulas em domiclio na pandemia Arquivo pessoal Assista os telejornais do Acre

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Fssil vivo, peixe-jacar capturado em rio nos EUA


Animal tinha 1,37 m de comprimento e pesava quase 18 kg. Autoridades ambientais tentam descobrir como o bicho foi parar no Kansas, local onde a espcie nunca tinha sido vista antes. Peixe-jacar pescado no Kansas Kansas Department of Wildlife amp; Parks via Twitter Um homem pescou um raro peixe-jacar no rio Parsons, no Kansas (Estados Unidos), informou a autoridade estadual de parques na tera-feira (12). O animal tinha 1,37 m de comprimento e pesava quase 18 kg. Encontrados em rios no meio-oeste americano, principalmente em Ohio, Missouri e Illinois, peixes-jacars so chamados de fsseis vivos porque os registros desses animais datam de 100 milhes de anos atrs. LEIA TAMBM Saiba mais sobe o peixe-leo, espcie invasora que preocupa Fernando de Noronha Peixe-pnis encontrado na Califrnia aps tempestade verme; saiba mais O Departamento de Parques e Vida Selvagem do Kansas (KDWP, na sigla em ingls) ainda tenta entender o que um peixe-jacar fazia por ali, onde foi pescado. Acreditamos que a informao do pescador seja precisa e que o peixe tenha sido, de fato, capturado no rio Neosho. Mas isso no quer dizer que o peixe nativo daquele rio, disse o bilogo Connor Ossowski, que trabalha para o rgo. Uma hiptese que o peixe tenha ido parar no Kansas depois de ser abandonado por um tutor que comprou o bicho em uma loja de animais, apontou o diretor da diviso de pescaria do KDWP. Isso fez as autoridades locais gerarem um alerta: proibido jogar peixes e outros animais no nativos em rios pelo risco de impacto biodiversidade. VDEOS: mais assistidos do g1 nos ltimos 7 dias

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Califrnia probe cortadores de grama com motor a gasolina


Usar um cortador de grama durante uma hora implica uma emisso de gases equivalente a uma viagem de carro de 1.700 quilmetros. Imagem de uma corrida de cortadores de grama motorizados no estado do Oregon em 2016 Reproduo O estado da Califrnia, nos Estados Unidos, vai proibir cortadores de grama e sopradores e aspiradores de folhas com motor a gasolina ou diesel. O governador assinou uma lei no ltimo sbado (9), de acordo com uma reportagem do Washington Post. Para possibilitar uma transio para equipamentos com motor que no emitem gases do efeito estufa, haver uma linha de US$ 30 milhes. A deputada Lorena Gonzalez, a autora do texto que virou lei, afirmou que esses pequenos motores no s so ruins para o ambiente, mas tambm causam doenas como asma nos trabalhadores que os usam. Brasil o quinto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta A agncia que controla a qualidade do ar na Califrnia estima que existam cerca de 14,4 milhes de equipamentos como esses no estado. Segundo a agncia Associated Press, um soprador de folhas emite a mesma poluio que um carro que viaja 1.170 quilmetros feita com um Toyota Camry de 2017. Veja os vdeos mais assistidos do g1

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Aps quase entrar em extino, rvore que produz leo de pau rosa passa por novo processo de extrao


Linalol, substncia extrada da planta, usado como fixador de perfumes. Linalol, substncia extrada da planta, usado como fixador de perfumes. globo reporter Extrado da rvore de mesmo nome, o leo do Pau Rosa famoso na indstria da perfumaria e tambm quando o assunto medicina caseira. O linalol, substncia extrada da planta, usado como fixador de perfumes. E esse o principal ingrediente de perfumes franceses que, inclusive, ganharam fama e foram eternizados por estrelas como Marilyn Monroe. Mas a extrao dessa essncia quase levou o Pau Rosa a extino. Estima-se que at 2002, cerca de dois milhes de rvore foram derrubadas em cerca de 10 milhes de hectares da Floresta Amaznica. A rvore que j foi encontrada em toda a Amaznia, hoje s possvel ser vista em municpios, como, Parintins, Maus, Presidente Figueiredo e Novo Aripuan. E para manter as rvores em p para as prximas geraes, empresrios deram incio extrao sustentvel do leo. A tcnica que antes usava o tronco da espcie, hoje se debrua sobre as folhas, permitindo uma maior utilizao da espcie. Pau Rosa quase foi extinto por causa da extrao descontrolada no Amazonas Reproduo Veja os vdeos mais assistidos pelo g1 Amazonas

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Filhotes gmeos de panda nascidos no Japo ganham nomes


Aps receber mais de 190 mil sugestes, zoo de Tquio anunciou que escolhidos foram Lei Lei, para fmea, e Xiao Xiao, para macho. Bebs nascidos em junho sero oficialmente apresentados ao pblico em janeiro de 2022. Filhotes gmeos de panda gigante que nasceram em Tquio ganham nomes Filhotes gmeos de panda gigante nascidos no zoolgico de Ueno, em Tquio, em junho, ganharam nomes na sexta-feira (8) - Lei Lei para a fmea e Xiao Xiao para seu irmo. Eles foram escolhidos entre centenas de milhares de sugestes enviadas por fs de todo o Japo. Os filhotes, que eram criaturas cor de rosa do tamanho da palma de uma mo quando nasceram em 23 de junho, cresceram e agora tm suas pelagens pretas e brancas caractersticas, com pelo preto ao redor dos olhos, orelhas e membros. Os filhotes de panda gmeos Lei Lei (esquerda) e Xiao Xiao, nascidos no Ueno Zoo, de Tquio, no Japo, em foto divulgada no dia 4 de outubro Tokyo Zoological Park Society via AP A governadora de Tquio, Yuriko Koike, anunciou os nomes durante sua entrevista coletiva semanal. Ela disse que Xiao Xiao significa a luz do amanhecer ficando mais brilhante, e Lei Lei retrata um boto se tornando uma bela flor e desenvolvendo um futuro brilhante. Juntos, Xiao Xiao e Lei Lei podem significar um amanhecer brilhante que leva ao futuro. Acho que seus nomes tm uma imagem muito brilhante, disse ela. A filhote de panda Lei Lei, nascida no Ueno Zoo, de Tquio, no Japo, em foto divulgada no dia 4 de outubro Tokyo Zoological Park Society via AP Em um pequeno vdeo que Koike exibiu, os irmos em um bero se aninharam, engatinharam lentamente e foram dormir. Adorvel, disse ela, que reproduziu o vdeo duas vezes. LEIA TAMBM: Pandas gmeos nascem em zoolgico de Madri Panda gigante d luz 2 filhotes em zoolgico na Frana; veja vdeo Como os pandas gigantes escaparam da lista de animais ameaados de extino Urso-pardo idoso tetracampeo na Semana do Urso Gordo do Alasca; veja VDEO Como em outras partes do mundo, os pandas so extremamente populares no Japo. Antes de decidir seus nomes, as autoridades de Tquio at criaram um comit de seleo de nomes. Autoridades do zoolgico e do governo de Tquio escolheram os nomes entre mais de 190 mil sugestes enviadas de todo o Japo e aps consulta ao Parque Nacional do Panda Gigante na China, dono dos pandas. Os filhotes de panda gmeos Lei Lei (esquerda) e Xiao Xiao, nascidos no Ueno Zoo, de Tquio, no Japo, em foto divulgada no dia 4 de outubro Tokyo Zoological Park Society via AP Ambos pesam agora cerca de 6 quilos cada quase 50 vezes o seu peso ao nascer e tem aproximadamente 60 centmetros de comprimento, de acordo com o zoolgico. Koike disse que os filhotes de panda ainda so criados dentro de um espao reservado no zoolgico, mas sua estreia perante o pblico est prevista para janeiro, quando completarem 6 meses, quando sero apresentados junto com sua me, Shin Shin.

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Sitiante de Presidente Bernardes leva multa de mais de R$ 3,6 mil por desmatamento em rea de preservao


Autuao foi feita pela Polcia Militar Ambiental aps o recebimento de uma denncia. Local ficou embargado. Sitiante de Presidente Bernardes (SP) levou multa de R$ 3,6 mil por desmatamento Polcia Militar Ambiental Um sitiante recebeu uma multa de R$ 3.634,40 por desmatamento em uma rea especial de preservao, em Presidente Bernardes (SP), nesta segunda-feira (11). A Polcia Militar Ambiental foi atender a uma denncia de desmatamento em um stio do municpio e constatou uma rea de 0,6608 hectare desmatada. Segundo a polcia, a rea objeto de especial preservao, com vegetao em estgio secundrio inicial de regenerao. Os policiais emitiram contra o sitiante um auto de infrao ambiental no valor de R$ 3.634,40, por destruir vegetao nativa em estgio inicial em rea de objeto especial preservao. A rea referente autuao ficou embargada, ainda segundo a polcia. Sitiante de Presidente Bernardes (SP) levou multa de R$ 3,6 mil por desmatamento Polcia Militar Ambiental Sitiante de Presidente Bernardes (SP) levou multa de R$ 3,6 mil por desmatamento Polcia Militar Ambiental Sitiante de Presidente Bernardes (SP) levou multa de R$ 3,6 mil por desmatamento Polcia Militar Ambiental VDEOS: Tudo sobre a regio de Presidente Prudente Veja mais notcias em g1 Presidente Prudente e Regio.

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ESPECIAL CLIMA: oua todos os episdios da srie de O Assunto


s vsperas da COP-26, marcada para comear no dia 31 de outubro, em Glasgow, O Assunto publica uma srie especial para discutir a emergncia climtica e os temas que vo dominar a Conferncia das Naes Unidas para o Clima. Idealizada por Isabel Seta, produtora e roteirista de O Assunto, a srie publicada sempre s segundas-feiras at o incio da COP. Voc pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de udio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episdio. s vsperas da COP-26, marcada para comear no dia 31 de outubro, em Glasgow, O Assunto publica uma srie especial para discutir a emergncia climtica e os temas que vo dominar a Conferncia das Naes Unidas para o Clima. Idealizada por Isabel Seta, produtora e roteirista de O Assunto, a srie publicada sempre s segundas-feiras at o incio da COP. O Assunto #551: CLIMA - onde estamos 6 anos depois de Paris O histrico acordo de 2015, firmado entre mais de 190 pases, pretendia reduzir as emisses de gases do efeito estufa a um patamar capaz de conter o aumento da temperatura do planeta. No aconteceu. Nem mesmo a recesso pandmica derrubou as emisses na proporo necessria. Agora, em meio a eventos extremos como a seca que aflige vrios Estados brasileiros, e sob presso global de ativistas, uma nova cpula do clima patrocinada pelas Naes Unidas pretende atualizar compromissos e lanar um alerta vermelho para a humanidade, nas palavras do secretrio-geral Antonio Guterres. No episdio introdutrio de uma srie especial a ser publicada todas as segundas-feiras at a COP-26 -- que tem incio marcado para 31 de outubro em Glasgow, na Esccia -- Renata Lo Prete recebe Carlos Nobre, presidente do Painel Brasileiro de Mudanas Climticas e pesquisador snior do Instituto de Estudos Avanados da USP. A conversa para entender a cincia que pauta o debate pblico sobre o tema, e Nobre no poderia ser mais claro. Ele mostra a velocidade sem precedentes da escalada da temperatura na Terra. Explica a diferena entre conseguir limitar a alta a 1,5 grau Celsius at 2100 (como queriam os signatrios do Acordo de Paris) ou deix-la subir 3 graus. D exemplos de adaptaes, como agricultura regenerativa, que precisaro ser feitas mesmo no cenrio menos catastrfico -- porque parte das mudanas climticas j est contratada. E assertivo ao enunciar a consequncia maior de subestimar a emergncia: As novas geraes vo viver num mundo muito mais perigoso, diz. Num outro planeta, muito pior, em todos os sentidos, para a vida humana e para as outras espcies. 00:00 / 27:55 O Assunto #556: CLIMA - quem pagar a conta das mudanas? No segundo episdio de uma srie especial, O Assunto aborda a discusso que vai pegar na Conferncia das Naes Unidas, a partir de 31 de outubro em Glasgow, na Esccia. Quem alerta Claudio Angelo, coordenador de comunicao do Observatrio do Clima. Ele lembra que a responsabilizao dos pases ricos, historicamente os maiores emissores dos gases que aquecem o planeta, esteve na pauta da cpula de Paris, 6 anos atrs. Mas nem por isso foi cumprida a promessa de que eles alocariam US$ 100 bilhes por ano para medidas de mitigao. Agora, num contexto econmico degradado pela pandemia, a negociao promete ser ainda mais dura. Os pases ricos no querem ver isso como compensao. No vo produzir provas contra si prprios, diz o jornalista. Renata Lo Prete conversa tambm com Ana Toni, ex-presidente do conselho do Greenpeace Internacional e diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade. A economista defende uma conversa sria no apenas sobre investimentos, mas tambm sobre como so empregados os recursos que j existem - dando como exemplo o fato de que governos continuam a subsidiar a indstria de combustveis fsseis. O Brasil, afirma, chega COP-26 em posio delicada: Querem ao e entrega. E a entrega brasileira continua terrvel. A srie especial ser publicada s segundas-feiras, at o incio da cpula. O podcast O Assunto produzido por: Mnica Mariotti, Isabel Seta, Arthur Stabile, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episdio colaboraram tambm: Gabriel de Campos e Ana Flvia Paula. Apresentao: Renata Lo Prete. Comunicao/Globo O que so podcasts? Um podcast como se fosse um programa de rdio, mas no : em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estao de rdio, a gente acha na internet. De graa. D para escutar num site, numa plataforma de msica ou num aplicativo s de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trnsito, lavando loua, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temticos, contar uma histria nica, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. possvel ouvir episdios avulsos ou assinar um podcast de graa - e, assim, ser avisado sempre que um novo episdio for publicado.

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10 curiosidades incrveis sobre polvos


So criaturas brincalhonas e curiosas cujas habilidades podem surpreender muitos. Polvo uma criatura brincalhona e curiosa Getty Images Com clulas cerebrais que percorrem por todo o corpo, o polvo uma criatura brincalhona e curiosa cujas habilidades podem surpreender. Em seu audiolivro Outras mentes: o polvo e a evoluo da vida inteligente (em traduo literal), o filsofo e mergulhador Peter Godfrey-Smith explora a surpreendente jornada evolutiva dos cefalpodes. Abaixo, conhea algumas das coisas incrveis que aprendemos sobre esses fascinantes invertebrados na obra de Godfrey-Smith. Leia tambm: Boi da carne mais cara do mundo j bebeu cerveja Conhea os cavalos que escutam msica clssica Noronha tem 12 peixes invasores venenosos capturados O polvo mdio tem cerca de 500 milhes de neurnios ou clulas cerebrais. Getty Images 1. Eles so inteligentes e a maioria de suas clulas cerebrais esto em seus tentculos Os polvos tm um grande sistema nervoso. O polvo mdio tem cerca de 500 milhes de neurnios ou clulas cerebrais. Isso os coloca na mesma classificao cerebral que mamferos menores, como os ces, por exemplo. Mas ao contrrio dos ces, seres humanos ou outras espcies, a maioria dos neurnios dos polvos no est no crebro, mas sim em seus tentculos (quase o dobro deles). Cada ventosa no brao de um polvo pode ter at 10 mil neurnios que o ajudam a controlar o paladar e o tato. A maioria dos neurnios dos polvos no fica no crebro, mas sim em seus tentculos Getty Images 2. Os polvos podem ser treinados para desenvolver habilidades de memria As pesquisas feitas nos ltimos 70 anos mostraram que os polvos podem ser treinados para realizar tarefas simples. Em um experimento especfico, vrios polvos foram capazes de puxar uma alavanca para obter uma recompensa: um pedao de sardinha. Eles tambm foram submetidos a testes visuais com tarefas simples para se lembrar, primeiro com um olho coberto e logo depois com o outro. Foi um longo processo, mas os polvos se saram melhor do que muitos outros animais, como os pombos. 3. Eles so muito travessos H relatos de polvos que aprenderam a desligar as luzes esguichando nas lmpadas Getty Images Trs polvos participaram do experimento com a alavanca, citado anteriormente: Albert, Bertram e Charles. Albert e Bertram foram os participantes mais engajados, enquanto Charles se confundiu um pouco e quebrou a alavanca. Como se isso no bastasse, Charles tambm esguichou naqueles que estavam realizando o experimento no dia. H relatos de polvos com mau comportamento em alguns aqurios, incluindo aqueles que aprenderam a desligar as luzes esguichando nas lmpadas e causando um curto-circuito no fornecimento de energia. Na Universidade de Otago, na Nova Zelndia, essas aes se mostraram to complicadas que um polvo precisou ser devolvido para a natureza. 4. Os polvos podem reconhecer pessoas No mesmo laboratrio da Nova Zelndia, onde houve o problema em que um polvo apagava as luzes, um outro polvo no gostou de um membro da equipe do laboratrio, sem motivo aparente. Cada vez que essa pessoa passava, ela recebia um jato com quantidade prxima a meio galo de gua na nuca. 5. Os polvos gostam de brincar Com as situaes descritas acima, no surpresa que eles sejam descritos como criaturas brincalhonas. Alguns polvos em laboratrios j foram vistos passando o tempo em seus tanques brincando com frascos de comprimidos, lanando eles no fluxo de gua da vlvula de entrada do tanque para que os objetos saltem. 6. Os polvos se reproduzem por tentculo Fmeas geralmente armazenam smen por algum tempo antes de fertilizar seus vulos. Getty Images Em muitas espcies de polvos, voc pode dizer se so machos ou fmeas por meio de uma ranhura abaixo do terceiro tentculo direito. Se ele tiver essa marca, um macho e usa esse tentculo para acasalar. Ele o estende at a mulher e, se ela aceitar, o espermatozoide transmitido pela parte inferior do tentculo. As fmeas geralmente armazenam smen por algum tempo antes de fertilizar seus vulos. 7. A saudao mais comum entre eles algo como: toca aqui Quando os polvos esto em movimento, s vezes so vistos atacando outros polvos com os braos. No entanto, o professor Stefan Linquist, que estudou o comportamento dos polvos, acredita que esses ataques so interaes similares ao toca aqui entre os humanos: palmadas que os ajudam a se reconhecer. 8. Eles tm vrios coraes Polvos tm trs coraes, que bombeiam um sangue azul-esverdeado. Getty Images Um polvo tem trs coraes, que bombeiam um sangue azul-esverdeado. Essa cor surge porque a molcula que transporta oxignio para eles o cobre, em vez do ferro, que faz com que o sangue humano seja vermelho. 9. Eles podem causar medo Os polvos podem mudar de cor e de forma. Quando um macho agressivo est prestes a atacar outro polvo, ele geralmente escurece e sobe do fundo do mar. Isso estica os tentculos dele de forma que seu tamanho parece maior. s vezes, ele levanta a sua capa, ou seja, toda a parte de trs do corpo, acima da cabea. Isso conhecido como pose de Nosferatu, por causa da semelhana com a postura de um vampiro. Quando um macho agressivo se prepara para atacar, geralmente adota uma cor mais escura Getty Images 10. E no ter esqueleto tem algumas vantagens Um polvo pode passar por um buraco do tamanho do seu globo ocular e mudar o formato de seu corpo quase sem limites. No ter um esqueleto ou uma concha incomum para um animal do tamanho e complexidade de um polvo. Essa qualidade os torna mais vulnerveis aos predadores por um lado, mas tambm permite que se escondam. VDEOS: Globo Natureza

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Com total de 12 peixes invasores venenosos capturados, Noronha recebe especialista que atua no Caribe para ajudar no combate


Peixe-leo considerado uma ameaa ao meio ambiente. Bilogo brasileiro Paulo Bertuol, morador de Bonaire, onde animal causou problemas, vai realizar treinamentos esta semana. Peixe-leo considerado uma ameaa ao meio ambiente Thiege Rodrigues/All Angle/Divulgao O Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) contabilizou 12 peixes-leo, espcie invasora e venenosa, j capturados em Fernando de Noronha desde dezembro de 2020, sendo 11 deles neste ano. Para tentar barrar a proliferao do animal, chega nesta segunda-feira (11) ilha o bilogo brasileiro Paulo Bertuol, morador de Bonaire, no Caribe, local onde o animal tem causado problemas. Betuol vai trabalhar junto com as equipes de Noronha e compartilhar conhecimentos sobre estratgias de captura do peixe-leo. O treinamento comea nesta semana e inclui, entre outras aes, palestras para mergulhadores e moradores da ilha (veja detalhes da programao mais abaixo). Entenda riscos oferecidos pelo peixe-leo Infogrfico detalha animal invasor venenoso Segundo os pesquisadores, o peixe-leo oferece risco ao meio ambiente e pode causar desequilbrio ecolgico (veja vdeo abaixo). O animal pode consumir espcies endmicas, que s ocorrem nessa regio. A primeira captura do animal em Noronha ocorreu em dezembro de 2020 e eles voltaram a ser vistos nos segundo semestre de 2021, com um recolhido em julho. Em agosto, foram trs animais capturados e, no ms de setembro, foram sete, segundo balano do ICMBio. Por que um peixe invasor ameaa o ecossistema em Fernando de Noronha O nome cientfico do peixe encontrado em Noronha Pterois volitans. A espcie tem espinhos venenosos que contm uma toxina que pode causar febre, vermelhido e at convulses aos seres humanos. Bertuol formado pela Universidade Federal de Santa Catarian (UFSC) e trabalha na organizao responsvel pela gesto dos parques nacionais em Bonaire, no Caribe, que so o Parque Nacional Marinho de Bonaire e o Parque Washington Slagbaai. A equipe do parque marinho doou para Fernando de Noronha o equipamento que tem sido utilizado na captura dos peixes invasores na ilha. A primeira palestra do especialista foi marcada para acontecer na quarta-feira (13), s 19h30, na rea externa do Projeto Tamar, no bairro do Boldr. Esse encontro voltada para mergulhadores. Bilogo brasileiro Paulo Bertuol mora h anos em Bonaire, no Caribe Reproduo/Instagram Na sexta-feira (15), o bilogo conversa com os moradores que tiverem interesse em saber mais sobre a ameaa. O encontro tambm s 19h30, na rea externa Tamar, sem necessidade de inscrio prvia. Paulo Bertuol fica at domingo (17). Alm das palestras, vo ser feitas capacitaes para os profissionais de mergulho autnomo. O treinamento ser executado nos barcos, com indicaes prticas para captura do peixe-leo, informou o coordenador de Pesquisa e Manejo do ICMBio, Ricardo Arajo. Para Arajo, preciso um trabalho em conjunto para controlar a invaso e impedir que o peixe-leo se estabelea e desequilibre o ecossistema de Fernando de Noronha. Os temas que vo ser abordados nos treinamentos sero os seguintes: Estudo de caso sobre a invaso do peixe-leo no Caribe e os inmeros impactos Perceptivas da invaso do peixe-leo no Brasil Mtodos de controle e erradicao do peixe-leo. Por conta dos riscos que o animal oferece, o ICMBio no indica que pessoas sem treinamento adequado faam a captura da espcie. Mergulhadores da ilha que j receberam as primeiras orientaes realizam capturas do peixe-leo Sea Paradise/Divulgao O peixe-leo pode viver a at 100 metros de profundidade e, por isso, os representantes do Instituto Chico Mendes consideram que a colaborao de mergulhadores autnomos na localizao dos animais da espcie invasora essencial. Os peixes capturados em Noronha so encaminhados para o Recife, para anlise dos estudiosos do Projeto Conservao Recifal (PCR). Amostras dos peixes tambm so enviadas para a Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade da Califrnia, nos Estados Unidos para que tambm sejam realizadas anlises nessas instituies. Peixe-leo Arte/G1 Vdeos mais vistos de PE nos ltimos 7 dias s

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O Assunto Ȭ: CLIMA - quem pagar a conta das mudanas?


No segundo episdio de uma srie especial, O Assunto aborda a discusso que vai pegar na Conferncia das Naes Unidas, a partir de 31 de outubro em Glasgow, na Esccia. A srie especial ser publicada s segundas-feiras, at o incio da cpula. Voc pode ouvir O Assunto no g1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou na sua plataforma de udio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episdio. No segundo episdio de uma srie especial, O Assunto aborda a discusso que vai pegar na Conferncia das Naes Unidas, a partir de 31 de outubro em Glasgow, na Esccia. Quem alerta Claudio Angelo, coordenador de comunicao do Observatrio do Clima. Ele lembra que a responsabilizao dos pases ricos, historicamente os maiores emissores dos gases que aquecem o planeta, esteve na pauta da cpula de Paris, 6 anos atrs. Mas nem por isso foi cumprida a promessa de que eles alocariam US$ 100 bilhes por ano para medidas de mitigao. Agora, num contexto econmico degradado pela pandemia, a negociao promete ser ainda mais dura. Os pases ricos no querem ver isso como compensao. No vo produzir provas contra si prprios, diz o jornalista. Renata Lo Prete conversa tambm com Ana Toni, ex-presidente do conselho do Greenpeace Internacional e diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade. A economista defende uma conversa sria no apenas sobre investimentos, mas tambm sobre como so empregados os recursos que j existem - dando como exemplo o fato de que governos continuam a subsidiar a indstria de combustveis fsseis. O Brasil, afirma, chega COP-26 em posio delicada: Querem ao e entrega. E a entrega brasileira continua terrvel. A srie especial ser publicada s segundas-feiras, at o incio da cpula. O que voc precisa saber: O ASSUNTO #551: CLIMA - onde estamos 6 anos depois de Paris COP26: metas da ONU para limitar as mudanas climticas Grandes naes so cobradas por aes mais ousadas sobre o clima Papa pede COP26 ao urgente para dar respostas eficazes O podcast O Assunto produzido por: Mnica Mariotti, Isabel Seta, Arthur Stabile, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episdio colaboraram tambm: Gabriel de Campos e Ana Flvia Paula. Apresentao: Renata Lo Prete. Comunicao/Globo O que so podcasts? Um podcast como se fosse um programa de rdio, mas no : em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estao de rdio, a gente acha na internet. De graa. D para escutar num site, numa plataforma de msica ou num aplicativo s de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trnsito, lavando loua, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temticos, contar uma histria nica, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. possvel ouvir episdios avulsos ou assinar um podcast de graa - e, assim, ser avisado sempre que um novo episdio for publicado.

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